O YouTube está ficando mais velho e conservador. Nesta terça-feira, o site de vídeos anunciou uma série de novas regras contra o que é considerado “conteúdo impróprio”.
Vídeos com conteúdo “sexualmente sugestivo” terão acesso limitado por idade, estarão disponíveis apenas aos usuários maiores de 18 anos e serão retirados do ranking dos mais vistos ou preferidos. “Sexualmente sugestivo” vai desde “danças provocativas”, “certos beijos” até o uso de poucas roupas (biquínis e roupas íntimas). Para completar o conservadorismo, o YouTube ligou-se à música erudita.
Piadinhas à parte, a decisão do YouTube tem um motivo, Hulu, site de vídeos que tem uma audiência menor que a do YouTube, mas consegue ser mais rentável e atraente para os anunciantes (o YouTube, aliás, é um bom exemplo de que tráfego nem sempre se reflete em dinheiro).
E a intenção do site da Google com essas novas normas é tornar-se mais atraente (advertiser-friendly) para anunciantes que ele vem perdendo para o Hulu. Mostrar que o YouTube não é uma bagunça e que os possíveis anunciantes podem ficar seguros de onde estão pisando.
Agora resta saber o que, na prática, o YouTube vai considerar como impróprio. Será que a apresentação da cantora Katy Perry no YouTube Live, na qual ela usa uma roupa mais curta e dá uma agachada no meio do palco, o site de vídeos vai considerar como “sexualmente sugestivo”?
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