O site do Los Angeles Times andava bem caído, com poucos recursos. Bem provável que devido aos cortes constantes na equipe. Se você quer investir para valer na parte digital, você não demite, pelo contrário, contrata mais profissionais. Nem parecia aquele site que fez os primeiros experimentos com geoinformação e jornalismo.
O Los Angeles Times tem um episódio interessante relacionado a web. Em 2006, quando questionado pela diminuição da cobertura online internacional, o presidente do jornal respondeu. “Quem quer informação do exterior que procure no Google”.
Na nova arquitetura e no novo layout lançados nesta quarta-feira, os elementos gráficos remetem à versão impressa do jornal. Grandes reportagens e conteúdo próprio foram valorizados.
Mas duas coisas chamaram a minha atenção:
1) A utilização do Sphere, que adiciona, no final das matérias, links para outros artigos relacionados externos ao site do jornal e blogs que estão comentando o conteúdo das notícias. Bem ou mal, dessa forma, o Los Angeles Times começa a fazer links externos até para a concorrência, dinâmica já utilizada pelos sites de outros grandes jornais – New York Times, Wall Street Journal e Washington Post – e que representa a queda do “tabu da concorrência“.
2) A seção de tecnologia foi transferida inteira para o formato de blog. O que faz sentido se levarmos em conta que, diferente do impresso, o leitor do veículo digital volta várias vezes no mesmo dia a um site de notícias para conferir a matéria/notícia mais recente e não a mais importante (editorialmente).
Devido à sua estrutura cronológica de publicação, blogs naturalmente mostram o mais recente e nem sempre o mais importante no topo da página.
Veja também:
Extra, Extra! O “tabu da concorrência” foi quebrado

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