Depois dos protestos, mais gente de olho em você

Foi-se o tempo em que governos viam a internet e outras tecnologias emergentes como inimigas. Cada vez mais, utilizam-nas a seu favor, seja para disseminar propaganda política, seja para fazer monitoramento.

No livro The Net Delusion, o pesquisador Evgeny Morozov mostra como diversos tipos de governo utilizam a rede em benefício próprio.

O tema ainda assusta muita gente, mas não é nenhuma novidade.

A internet surgiu num ambiente governamental (e acadêmico). Nada mais previsível que, 40 anos depois, os governos utilizem-na a seu favor.

A Ieee Spectrum retomou, de certa forma, o assunto nesta semana.

Na matéria The Future of Riots, a revista mostra que os distúrbios acontecidos em Londres, em agosto, tiveram o efeito colateral de acentuar as pesquisas para o desenvolvimento de tecnologias de vigilância e de reconhecimento facial.

Na ocasião, além da dinâmica do crowdsourcing, a polícia londrina utilizou câmeras com identificação de faces para prender alguns dos responsáveis pelos distúrbios.

Antes mesmo dos tumultos em Londres, um dos sistemas pesquisados revelou que a mistura de cloud computing, webcams e o cruzamento de dados das atuais plataformas de redes sociais pode ajudar a identificar as pessoas em diversos ambientes.

Em um dos testes, com base em perfis no Facebook, foi possível identificar estudantes em um campus de uma universidade.

Veja também: Esconde-esconde na “Era digital”

Crédito da foto: Mag3737

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