O céu começa a ficar azul para o NYTimes

Se na segunda-feira as notícias não foram muito boas para as publicações da área de jornalismo, hoje o cenário é um pouco diferente.

Segundo matéria do Capital, feita com fontes internas e externas ao NYTimes, o novo modelo de cobrança do jornal (de monetizar a audiência e não o conteúdo) vem dando resultados positivos tanto do ponto de vista econômico e de conteúdo.

Em julho do ano passado, números divulgados pela New York Magazine já indicavam o sucesso do modelo, que, diga-se de passagem, não é novo. Apenas não era adotado por um jornal de grande circulação. O Financial Times já adotava a mesma dinâmica antes do NYTimes.

No caso do modelo de “monetizar a audiência”, o critério de cobrança não é pelo tipo de conteúdo (analítico ou hardnews, especializado ou generalista, exclusivo ou não), mas sim pelo tipo de audiência (quem lê mais, quem lê menos; quem é mais fiel ou não). Ou seja, busca explorar melhor a base mais fiel de leitores, que, de uma forma ou outra, pagaria pelo acesso

No ano passado, eu indiquei o modelo de monetizar a audiência e não o conteúdo como um dos fatos que mais marcaram a área de mídia e tecnologia em 2011.

Em 2012, ao que tudo indica, a tendência continuará.

No ano passado, NYTimes e The Independent passaram a adotá-lo. Em 2012, o Los Angeles Times entrou na lista. No Brasil, a Folha passou a utilizar o mesmo modelo em seu aplicativo móvel.

Uma vez mais, os números do NYTimes publicados no Capital são uma notícia boa e ruim para o setor de jornalismo.

Boa porque mostram que outros caminhos são possíveis. É ruim no sentido de que, provavelmente, nem todo jornal conseguirá trilhar o caminho do NYTimes.

Há um bom tempo, a NYTimes Company tem adicionado valores ao site do jornal, que de certa forma vêm sendo percebidos pela base mais fiel de leitores. É um dos poucos sites de notícias que trata UI não como meio, mas sim como fator de geração de valor.

Ainda sobre modelos de receita, o próprio NYTimes traz uma matéria interessante sobre o quanto desenvolvedores de games estão cada vez mais adotando o modelo “freemium“.

Veja também: Novo Twitter reforça tendência que foi comum em 2011

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