Comentei sobre um conceito comum na área de TI e telecom e que ajuda entender o que está acontecendo ao nosso redor. É a ideia de ver a internet como uma plataforma com duas camadas.
Numa camada estão as aplicações – Twitter, Facebook, Skype – e as barreiras de entrada são baixíssimas. É aberta, colaborativa, grátis e dominada por diversas empresas. A outra camada é a infraestrutura, onde as barreiras de entrada são bem altas e é dominada por poucas empresas.
Geralmente, quando se fala em “internet”, a camada de aplicações vem logo à mente da maioria das pessoas e da imprensa. A camada de infraestrutura é pouco lembrada. Não é à toa. Desde o surgimento da internet, utilizamos metáforas (ciberespaço, estrada da informação, nuvem) para tentar descrevê-la, deixando de lado a questão geográfica e física de sua infraestrutura.
Uma exceção nesse cenário parece ser o recém-lançado Tubes: A Journey to the Center of the Internet, livro do americano Andrew Blum.
O jornalista passou dois anos analisando o setor de infraestrutura da internet – visitou datacenters, empresas de telecom, obras de construção de cabos submarinos, entrevistou engenheiros. Enfim, acompanhou os bastidores de toda engrenagem física que sustenta a internet.
Uma das primeiras observações de Blum é que, do ponto de vista de infraestrutura, a internet é pequena e concentrada, o que vai contra a ideia de que ela é distribuída e gratuita (visão comum em quem trabalha apenas com a camada de aplicações da internet).
O livro parece ser bem interessante para quem trabalha com TI ou quer ter uma visão mais holística e prática sobre a internet. Em breve, comento melhor.
Veja também: Os pesos-pesados da internet andam em rede

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